Ao povo pinheirense, aos acadêmicos e amigos da Aplac

Por ocasião do início do Ano Novo.

Caríssimos Senhores, saudações pinheirenses.

O Ano Novo não é calendário, é estado da alma. É aurora: anuncia o sol, mas traz a incerteza da noite. É decisão íntima de querer, instante em que o ser humano renuncia à inércia e reconhece que a vida pode ser maior que o tempo — e menor, se nos deixarmos reduzir. O tempo não renova: nós o renovamos ao viver com consciência. Cada encontro pode ser o último, e aí mora sua eternidade. O breve é infinito na intensidade; o efêmero, grandioso no sentido.

Ano-Novo é recusa cotidiana de se apequenar. A pequenez é humana, mas se apequenar é renunciar à grandeza da alma, apagar a luz possível. O novo nasce na alma que faz de cada gesto aurora, de cada palavra claridade, e aceita também a sombra, sem perpetuá-la, consciente de que até na contradição há sentido. E quando a tristeza vier — inevitável como sombra — que sorrir não seja indiferença, mas consciência de que sofrer é opção, não destino. A vida é maior que as adversidades que a atravessa.

Que 2026 transcenda ao calendário e se cumpra como novidade nascida do querer diário — esse querer que faz a vida ser eterna naquilo que é breve.

Feliz Ano NOVO, luminosidades.

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