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Poeta: Alfaiate de Silêncios

Cinquenta primaveras, e também outonos, já se passaram desde que um punhado de sonhadores, abrigados na penumbra generosa da casa de Menotti Del Picchia, resolveu dar nome institucional a um desatino antigo: fundar o Movimento Poético Nacional. Não inventaram ali a poesia, porque ela habita o silêncio das coisas antes mesmo de o homem aprender a traçar letras no papel. O que fizeram foi apenas abrir a janela para que a brisa daquele 20 de outubro sacudisse a poeira dos dicionários e lembrasse ao mundo que a palavra tem pulso próprio.

Ser poeta não exige grau acadêmico ou cartilha, tampouco

A prova de obstetrícia

O ano foi 1965. Estávamos, no 5º ano da Faculdade de Ciências Médicas da Fundação Universidade do Maranhão. Nossa turma era pequena. Éramos apenas vinte e um alunos. Um deles era Rodrigo de Sousa Pinto, o Rodrigão, que sempre se apresentava como “Rodrigorum vostrorum amigorum”. Gente muito fina, boa praça, bom papo, sempre alegre e bonachão.

Não tinha a virtude dos bons alunos, mas não era relaxado. Estudávamos em grupo e Rodrigão sempre se dedicava bastante. Com algumas dificuldades, ia passando de ano. Era “expert” em provas de segunda época. Tirava de letra.

Nas provas finais daquele ano, algo inusitado

Memórias de um professor

No dia 15 de outubro, Dia do Professor, estive rememorando toda a minha trajetória, no magistério, e refletindo sobre tudo o que ocorreu ao longo desses agradáveis 51 anos.

Tudo iniciou, em 1956, no Seminário de Santo Antônio, em São Luís-MA., onde passei parte da minha adolescência. O padre Reitor me designou Monitor de Música para o primeiro ano. Passei, então, a ensinar Teoria musical e Solfejo.

Ao deixar o Seminário, em 1958, decidi não receber mesada da minha mãe para cobrir as minhas despesas, afinal já não era nenhuma criança. Desta forma, passei a dar aulas particulares de Latim

Parabéns à cidade de São Luís que completa, nesta data, 414 anos de fundação

A noite de verão tropical estava clara e estrelada. Uma leve brisa soprada do mar permeava os velhos casarões e inundava a cidade. Saí para conhecê-la melhor. Formosa, no verdor ainda da idade. Uns acham-na já muito antiga mas eu a acho, simplesmente, linda.

No caleidoscópio dos cinco mil anos de civilização, é uma criança, no verdor dos seus quatrocentos anos. Tem uma vida longa pela frente. Caminhei no silêncio das suas ruas estreitas e desertas. Passei pelos seus sobradões rendados de azulejos. Lembrei-me de um passado que se perdeu, nas brumas do tempo…

Deixei-me divagar por momentos…

Pinheiro 170 anos

A Princesa vive!

A Princesa resiste!

Ao longo de sua história muita coisa se fez, com o “progresso”, vieram as boas e as mazelas também.

Sempre escutei que minha cidade é a terra do já teve. Queria tanto discordar, fiz um pouco para mudar. Principalmente o pensamento crítico dos meus alunos. A forma de aprender diferente e a perceber que só a educação transforma. Semeando sempre o amor pela nossa terra.

Trabalhando a obra de Aymore “Pinheiro em Foco” com meus alunos, em homenagem aos 170 anos da nossa Princesa, busquei também Moema, revendo seu blog…

Pinheiro: De Lugar do Pinheiro à Vila de Santo Inácio do Pinheiro

Pinheiro celebra, neste 3 de setembro de 2026, 170 anos da ascensão do Lugar do Pinheiro, marco inicial do nosso município, à categoria de Vila com a denominação de Vila de Santo Inácio do Pinheiro. Adquiriu, assim, a sua emancipação política e autonomia administrativa.

A luta foi árdua, travada, nessa época, entre os políticos locais com o apoio dos de Alcântara contra os de Guimarães a cuja Vila pertencia o Lugar do Pinheiro.

Essa pequena povoação foi fundada, em 23 de novembro 1806, pelo Capitão Inácio José Pinheiro, Capitão-mor da Vila de Alcântara. No ano seguinte, em 13 de maio

Os homens que vieram de longe

Sim, de muito longe mesmo. Deixaram o seu país arrasado pela guerra, seus familiares e amigos. Um compromisso de grande significação se lhes impunha o sacrifício. Era preciso dar prosseguimento à evangelização dos povos do noroeste maranhense.

Na companhia do Monsenhor Afonso Maria Ungarelli, nomeado por Pio XII, em 01 de junho de 1940, administrador apostólico da recém-criada Prelazia, chegaram a Pinheiro os missionários da Congregação do Sagrado Coração de Jesus: padres Fernando Meloselli, Augusto Mozzetti, Cornélio Dan, Fiorino Fiorini, Pedro Paulo Sambalino, Hamleto de Angelis, Humberto Giungarelli e frei José Preziosa.

Cadê a Graça de Santo Inácio?

Na manhã de 31 de julho, Pinheiro acordou em festa. Santo Inácio saiu à rua, capa preta ao vento, flores amarelas no andor, foguetes abrindo o céu em clarões breves. Mas havia um silêncio que não se explicava. Não era o silêncio da fé, mas o da ausência. Faltava a Graça.

<pNão a graça invisível que sustenta procissões, mas a Graça Leite mulher, figura discreta e constante, que se tornara parte da própria arquitetura da devoção, ao fundo da catedral, com seu terço na mão, em jejum rigoroso, sempre com muita alegria e vigor, sem deixar transparecer o menor sinal

O povo de Pinheiro e o padroeiro do município

Nas duas primeiras décadas do século passado, os festejos em homenagem a Santo Inácio, Padroeiro de Pinheiro, perderam muito daquela animação dos tempos passados.

A falta de um pároco permanente, na freguesia, deve ter contribuído bastante para tal situação. Nesse período, o monsenhor José Bráulio Nunes era vigário de São Vicente de Ferrer e, sempre que podia, principalmente, quando os campos começavam a secar, vinha a Pinheiro celebrar a festa de Santo Inácio e de outros santos dentro do calendário litúrgico da vila.

A partir de 1920, Pinheiro começou

A Pátria da Língua e o Éden dos Livros

Fernando Pessoa declarou com lucidez e paixão: “Minha pátria é a língua portuguesa”. E é verdade: nela cabem mil vozes, mil rostos, mil mundos. É o chão que nos prende à memória e a asa que nos lança ao futuro. E se a pátria é feita de cidadãos, é na biblioteca que eles encontram abrigo.

Fernando Pessoa declarou com lucidez e paixão: “Minha pátria é a língua portuguesa”. E é verdade: nela cabem mil vozes, mil rostos, mil mundos. É o chão que nos prende à memória e a asa que nos lança ao futuro. E se a pátria é

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