No coração da mata verde e vasta,Onde o pulmão do mundo ainda espira,As chamas dançam, o vento que devasta,E em silêncio a natureza expira. O fogo arde na terra seca e forte,No cerrado, que antes era chão de vida,Agora, sob o olhar da fria sorte,A fauna foge, a flora está perdida. O verde vira cinza, […]
Hoje, 23 de novembro, Pinheiro comemora 218 anos de sua fundação e os 19 anos de fundação da APLAC. Parabéns a todos os pinheirenses e aos aplaqueanos. E foi assim mesmo que tudo aconteceu. O rio não estava pra bagrinho, não. No conflagrado ambiente, até então tranquilo, lá pras bandas dos campos baixos cortados pelo […]
O Pericuma pulsaAs traíras e bagres pulsamAs jaçanãs e garças pulsamAs capivaras e preás pulsamA cidade pulsaO centro e a periferia pulsamO comércio e a quitanda pulsamA escola e o lixão pulsamO pescador e o caçador pulsamO dono da casa e quem não tem casa pulsamO idoso, o jovem e a criança pulsamO professor e […]
Canta, oh! Bardo caxiense, Canta tuas lembranças e saudades. Canta teus amores quando daqui partiste. Canta teu povo, teus índios, Canta as palmeiras e os sabiás. Canta, oh! Grande trovador, Canta a tua amada que imortalizaste nos teus versos. Canta as imagens que vislumbraste, na tua angústia, ao te aproximares da terra natal. Canta a esperança e as alegrias do teu coração combalido por retornares […]
O ano é 1823, o dia 10 de agosto. O sabiá canta e o vento espalha seu canto na Mata do Jatobá, esvoaça as palmeiras de babaçu e anuncia com seus silvos o nascimento de um poeta. Caxias se levanta altaneira porque o poeta é filho seu. Homem de inteligência precoce, etnólogo, advogado abolucionista que […]
Em tempos antigos, nas ruelas poeirentas de Atenas, Sócrates caminhava entre filósofos e jovens curiosos, com uma serenidade que só o verdadeiro sábio possui. Quando ele disse: “Só sei que nada sei,” não estava apenas reconhecendo suas limitações, mas convidando todos a refletirem sobre a complexidade da vida e do conhecimento. Esta frase, aparentemente modesta, […]