A Princesa vive!
A Princesa resiste!
Ao longo de sua história muita coisa se fez, com o “progresso”, vieram as boas e as mazelas também.
Sempre escutei que minha cidade é a terra do já teve. Queria tanto discordar, fiz um pouco para mudar. Principalmente o pensamento crítico dos meus alunos. A forma de aprender diferente e a perceber que só a educação transforma. Semeando sempre o amor pela nossa terra.
Trabalhando a obra de Aymore “Pinheiro em Foco” com meus alunos, em homenagem aos 170 anos da nossa Princesa, busquei também Moema, revendo seu blog…
Em 1855, sob a capa austera de Santo Inácio, uma Freguesia fincou seus alicerces e abriu o livro do tempo. No ano seguinte, em 3 de setembro, ao elevar-se à Vila, Pinheiro emancipou-se da tutela do tempo e tomou para si a pena da própria história: fez da política a arte de governar o próprio destino.
Com a tinta de fé, Pinheiro grafou sua travessia: da primitiva aldeia indígena, ergueu-se em autonomia, experimentou a pressa do progresso, tornou-se Cidade Episcopal e hoje desdobra, com fé na educação
Pinheiro celebra, neste 3 de setembro de 2026, 170 anos da ascensão do Lugar do Pinheiro, marco inicial do nosso município, à categoria de Vila com a denominação de Vila de Santo Inácio do Pinheiro. Adquiriu, assim, a sua emancipação política e autonomia administrativa.
A luta foi árdua, travada, nessa época, entre os políticos locais com o apoio dos de Alcântara contra os de Guimarães a cuja Vila pertencia o Lugar do Pinheiro.
Essa pequena povoação foi fundada, em 23 de novembro 1806, pelo Capitão Inácio José Pinheiro, Capitão-mor da Vila de Alcântara. No ano seguinte, em 13 de maio
A data de 3 de setembro assinala a emancipação política ocorrida em 1856, quando foi criada a Vila de Santo Inácio do Pinheiro, incialmente povoada por índios. No primeiro centenário dessa efeméride, em 1956, houve uma grande celebração cujo maior símbolo foi o obelisco comemorativo, erguido na confluência das ruas Diogo dos Reis, Tito Soares e Benjamin Constant com as avenidas José Paulo Alvim e Presidente Dutra.
Que feliz coincidência: do obelisco partem cinco vias que se entrelaçam formando uma estrela,
Sim, de muito longe mesmo. Deixaram o seu país arrasado pela guerra, seus familiares e amigos. Um compromisso de grande significação se lhes impunha o sacrifício. Era preciso dar prosseguimento à evangelização dos povos do noroeste maranhense.
Na companhia do Monsenhor Afonso Maria Ungarelli, nomeado por Pio XII, em 01 de junho de 1940, administrador apostólico da recém-criada Prelazia, chegaram a Pinheiro os missionários da Congregação do Sagrado Coração de Jesus: padres Fernando Meloselli, Augusto Mozzetti, Cornélio Dan, Fiorino Fiorini, Pedro Paulo Sambalino, Hamleto de Angelis, Humberto Giungarelli e frei José Preziosa.
Será que o Brasil se tornou um império porque Dom João VI, ao aportar nestas terras em 1808, trazia uma coroa sobre a cabeça? O certo é que, após empreender fuga dos exércitos de Napoleão, trouxe na bagagem a Biblioteca Real: um rico acervo de livros; embrião da intelectualidade da nova Corte, que sediaria o Império Lusitano.
Anos mais tarde, selada a Independência em 1822, Dom Pedro I compreendeu que o Império Brasileiro, para ser soberano exigia, antes de tudo, mentes formadas nas luzes do Direito e das letras