Neste primeiro de maio, em que celebramos simultaneamente o Dia do Trabalho e o Dia da Literatura, a consciência histórica sobre quem somos e de onde viemos interpela a reflexão sobre o valor da dignidade humana e os instrumentos que a sustentam. O trabalho, quando livre e digno, é expressão da cidadania; a literatura, quando cultivada, é chama que ilumina consciências. Ambos se entrelaçam como pilares de emancipação.
Pinheiro é terra de homens que fizeram da cultura sua missão. Domingos Perdigão, fundador da Faculdade de Direito do Maranhão e diretor da Biblioteca Benedito Leite, ergueu em 1929 a Biblioteca Popular de Pinheiro, consumida pelas chamas da Revolução de 1930, mas cujo clarão ainda ilumina a cidade. No mesmo ano em que se apagava […]
Páscoa vem do hebraico Pessach, que significa passagem: do cativeiro à liberdade, da noite ao dia, da morte à vida. Palavra cuja literalidade é viva: atravessou séculos, religiões e culturas. Do judaísmo ao cristianismo, e do cristianismo ao mundo moderno, mantém-se inalterada no sentido e continua a nos lembrar que viver é sempre atravessar. Hoje, […]
Como Helena de Troia, cuja simples presença moveu exércitos e civilizações, Pinheiro venceu não pela espada, mas pela força de existir. Sua feminilidade simbólica — Princesa da Baixada — revela que não é sombra, mas luz própria; não é cópia, mas original. O protagonismo feminino está inscrito na história da cidade: na educação, na saúde, […]
Na sequência histórica da evolução das civilizações, constata-se o surgimento de muitas mulheres pontificando, em diferentes áreas do saber.
No entanto, em algumas sociedades, tais privilégios lhes eram suprimidos pois os homens os entendiam lhes serem exclusivos. O estudo da medicina era um deles.
Ocorreram, então, dois fatos que foram pondo abaixo essas barreiras. O comportamento moral estabelecido, no seio dos grupamentos sociais, e em consequência a rejeição das mulheres e seus respectivos pais e esposos…
Em uma época em que a participação feminina na política era rara e cercada de obstáculos, Maria Amélia de Oliveira Campos tornou-se um marco na história de Pinheiro. Primeira mulher a atuar politicamente no município, sua trajetória é exemplo de coragem, liderança e dedicação à causa pública.
Nascida no Rio Grande do Norte e criada em Belém do Pará, Amélia chegou a Pinheiro acompanhada do marido, Armindo Marques de Campos, português do Distrito de Aveiro. A mudança foi incentivada por famílias lusitanas já estabelecidas na cidade…