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A Graça que permanece

Debaixo do Angelinzeiro, quando o bem-te-vi cantou anunciando a última tarde de setembro, a APLAC silenciou sua lira e chorou. Não pela revolta diante da despedida inevitável, de quem perde a graça, mas num pranto manso: oração liquefeita em lágrimas discretas, algumas até invisíveis. Lágrimas profundas e caudalosas como as águas do Pericumã, em sereno e silencioso transbordar de saudade, seguindo o curso que deságua no insondável. Nossa Graça dizia adeus!

Das vocações da APLAC, duas se completam.

Decreto de Luto Oficial

Decretado luto oficial na Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciencias – APLAC pelo falecimento da Acadêmica Titular, Maria da Graça Moreira Leite, ocupante da cadeira 21 do sodalício.

Pinheiro, 170 Anos de Memória e Esperança

Há cento e setenta anos,quando setembro abria suas manhãssobre a imensidão dos campos,uma vila se erguientre caminhos, sonhos e esperanças:Vila de Santo Inácio de Pinheiro,nome escrito no tempocomo promessa de futuro. II Era três de setembro.E naquele instante a histórianão mudava apenas um nome,nem traçava somente limitessobre mapas e papéis.Nascia uma autonomia,um povo assumia seus […]

Parabéns à cidade de São Luís que completa, nesta data, 414 anos de fundação

A noite de verão tropical estava clara e estrelada. Uma leve brisa soprada do mar permeava os velhos casarões e inundava a cidade. Saí para conhecê-la melhor. Formosa, no verdor ainda da idade. Uns acham-na já muito antiga mas eu a acho, simplesmente, linda.

No caleidoscópio dos cinco mil anos de civilização, é uma criança, no verdor dos seus quatrocentos anos. Tem uma vida longa pela frente. Caminhei no silêncio das suas ruas estreitas e desertas. Passei pelos seus sobradões rendados de azulejos. Lembrei-me de um passado que se perdeu, nas brumas do tempo…

Deixei-me divagar por momentos…

Pinheiro 170 anos

A Princesa vive!

A Princesa resiste!

Ao longo de sua história muita coisa se fez, com o “progresso”, vieram as boas e as mazelas também.

Sempre escutei que minha cidade é a terra do já teve. Queria tanto discordar, fiz um pouco para mudar. Principalmente o pensamento crítico dos meus alunos. A forma de aprender diferente e a perceber que só a educação transforma. Semeando sempre o amor pela nossa terra.

Trabalhando a obra de Aymore “Pinheiro em Foco” com meus alunos, em homenagem aos 170 anos da nossa Princesa, busquei também Moema, revendo seu blog…

Pinheiro: 170 anos de história, fé e destino

Em 1855, sob a capa austera de Santo Inácio, uma Freguesia fincou seus alicerces e abriu o livro do tempo. No ano seguinte, em 3 de setembro, ao elevar-se à Vila, Pinheiro emancipou-se da tutela do tempo e tomou para si a pena da própria história: fez da política a arte de governar o próprio destino.

Com a tinta de fé, Pinheiro grafou sua travessia: da primitiva aldeia indígena, ergueu-se em autonomia, experimentou a pressa do progresso, tornou-se Cidade Episcopal e hoje desdobra, com fé na educação

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