Nas duas primeiras décadas do século passado, os festejos em homenagem a Santo Inácio, Padroeiro de Pinheiro, perderam muito daquela animação dos tempos passados.
A falta de um pároco permanente, na freguesia, deve ter contribuído bastante para tal situação. Nesse período, o monsenhor José Bráulio Nunes era vigário de São Vicente de Ferrer e, sempre que podia, principalmente, quando os campos começavam a secar, vinha a Pinheiro celebrar a festa de Santo Inácio e de outros santos dentro do calendário litúrgico da vila.
A partir de 1920, Pinheiro começou
Chegou julho. Em Pinheiro, o mês não é apenas tempo; é destino. A memória, tecelã incansável, insiste em me devolver à infância, aos olhos erguidos para ver passar o andor de Santo Inácio. Altivo e monumental, o Santo ganhava vida no troar dos foguetes na saída da Catedral.
Recordo, como se fosse ontem, aquele 31 de julho em que, menino de dez anos, vi baixarem a imagem para ornamentar o andor. Zé Pereira, sacristão antigo, retirou o barrete de pano para sacudir a poeira.
O primeiro edifício de Pinheiro foi a fé. Esta afirmação me reporta Adão da Costa Amorim, o Mestre Adão — patrono da cadeira que ocupo na APLAC – homem da construção civil, ajudou a erguer as torres da atual catedral de Pinheiro, além de tantas outras edificações de beleza singular, algumas já desaparecidas. Não poderia — seja pela devoção que carrego na alma e pelo amor que trago a Pinheiro no coração — deixar despercebida a passagem do bicentenário da provisão da licença
Fernando Pessoa declarou com lucidez e paixão: “Minha pátria é a língua portuguesa”. E é verdade: nela cabem mil vozes, mil rostos, mil mundos. É o chão que nos prende à memória e a asa que nos lança ao futuro. E se a pátria é feita de cidadãos, é na biblioteca que eles encontram abrigo.
Fernando Pessoa declarou com lucidez e paixão: “Minha pátria é a língua portuguesa”. E é verdade: nela cabem mil vozes, mil rostos, mil mundos. É o chão que nos prende à memória e a asa que nos lança ao futuro. E se a pátria é
Chegou o mês de junho — e, no olhar naturalista de Aluísio Azevedo em O Mulato, o mais bonito do Maranhão. O céu se veste de bandeirolas, o ar se enche do cheiro da lenha acesa e a zabumba pulsa no ritmo da terra, cadenciando lá no fundo o próprio bater do coração. Junho é promessa e memória; é o instante em que a identidade se veste de festa e a alma coletiva se reconhece em cada compasso.
Mas há um descompasso que não podemos silenciar: em pleno período junino,
A APLAC e a Cidade de Pinheiro, comemoram hoje em Ato Solene: 10/JUN/2026 o Primeiro Centenário do ilustre confrade Tarquinio de Castro Leite, nascido em Pinheiro-MA, em 10/JUN/1926. Filho de Francisco da Costa Leite (Chico Leite) e Cecília de Castro Leite (Dona Ceci) cujos filhos são em número de 13 (treze). Ei-los: Enos (comerciante, casado com a Profa. Maria Vitória); Lígia (esposa de Waldenor Moraes, comerciante); Tarquinio (radiotelegrafista da Aeronáutica e professor); Juarez (funcionário da Câmara Federal); Diana (viúva de Orlico);