Como Helena de Troia, cuja simples presença moveu exércitos e civilizações, Pinheiro venceu não pela espada, mas pela força de existir. Sua feminilidade simbólica — Princesa da Baixada — revela que não é sombra, mas luz própria; não é cópia, mas original. O protagonismo feminino está inscrito na história da cidade: na educação, na saúde, na política, na cultura e na vida cotidiana. Foi sobretudo no trabalho árduo do babaçu que a mulher pinheirense se fez protagonista.
O mês de março marca a celebração dos 106 anos da elevação de Vila de Santo Inácio do Pinheiro à cidade de Pinheiro. Trinta de março é mais que uma data: é história e memória, irrigada pelo Rio Pericumã e pelo suor do povo pinheirense, à sombra do babaçual, sustentada pela religiosidade — primeiro edifício e pilar da vida desta terra.
Pinheiro, “Lugar de Águas”, cresceu no compasso das cheias do rio e nos verdes campos alagados, sob o patrocínio de Santo Inácio. Guardou na memória coletiva o esforço de homens e mulheres que, com coragem, transformaram a vila em cidade e a cidade em referência cultural e política da Baixada Maranhense.
Como Helena de Troia, cuja simples presença moveu exércitos e civilizações, Pinheiro venceu não pela espada, mas pela força de existir. Sua feminilidade simbólica — Princesa da Baixada — revela que não é sombra, mas luz própria; não é cópia, mas original. O protagonismo feminino está inscrito na história da cidade: na educação, na saúde, na política, na cultura e na vida cotidiana. Foi sobretudo no trabalho árduo do babaçu que a mulher pinheirense se fez protagonista.
Sem as quebradeiras de coco, que extraíam amêndoas com as próprias mãos, enfrentando a dureza da casca sem auxílio de máquinas, a vila não teria experimentado o progresso que a transformou em cidade. Esse trabalho manual, rude e incansável, revela que a mulher não é sexo frágil, mas força que sustenta, constrói e fator catalisador de um futuro melhor.
Celebrar a cidade de Pinheiro é também celebrar suas mulheres, que com coragem e resistência moldaram o destino deste torrão, fazendo-a Princesa da Baixada, Canaã do Pericumã.


